Sistema Eletrônico de Administração de Conferências, Geosaude- 2019

Tamanho da fonte: 
SITUAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA DA LEISHMANIOSE VISCERAL EM ASSENTAMENTOS DE REFORMA AGRÁRIA NA REGIÃO OESTE DO ESTADO DE SÃO PAULO, BRASIL
Patrícia Ferreira da Silva, Chelsea Pereira de Souza, Lourdes Aparecida Zampieri D'Andrea, Matheus de Carvalho Moreno, Raul Borges Guimarães

Última alteração: 2019-03-09

Resumo


A Leishmaniose Visceral (LV) pode relacionar-se com regiões de florestas remanescentes modificadas e os espaços rurais tendem a armazenar vetores e reservatórios. Esse estudo objetivou avaliar a situação epidemiológica da LV em municípios que abrigam assentamentos de reforma agrária, pertencentes à Região de Saúde de Presidente Prudente, São Paulo e estabelecer relação com a existência de medidas de vigilância e controle para a doença. Os municípios estudados foram classificados segundo a estrutura do serviço de zoonoses e situação epidemiológica, aplicando-se análise espacial e tratamento cartográfico das informações. O levantamento de dados sobre as estratégias para prevenção e controle da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) e sua periodicidade (ações contínuas, pontuais ou sem ações) ocorreu através de um questionário online, que pôde ser respondido por profissionais responsáveis pelo Programa de Controle de Vetores/Zoonoses de seus municípios. De 45 municípios, 19 (42,2%) abrigam um total de 121 assentamentos, enfrentando diferentes cenários epidemiológicos. A vigilância em saúde para a LVC realizada pelo Sistema Único de Saúde nos assentamentos de reforma agrária das áreas de estudo, mostrou-se precária e vulnerável. Houve estreita relação quanto à disponibilização e atuação da equipe de zoonoses e a situação da LV, especialmente nos municípios silenciosos (receptivos ou não).

Palavras-chave


Assentamentos Rurais, Epidemiologia, Risco, Leishmaniose Visceral, Vigilância em Saúde

Texto completo: PDF